Como transformar paixão e pertencimento em engajamento e fidelização
No Brasil, o futebol não é apenas um esporte — é emoção, tradição e, acima de tudo, lealdade. Cada gol, cada derrota, cada comemoração cria vínculos profundos entre torcedores e seus clubes. Mas essa paixão pode ensinar muito mais do que táticas e placares: ela traz lições valiosas para marcas e programas de fidelidade que desejam conquistar e manter clientes por mais tempo.
No Mundial de Clubes 2025, ficou claro que o futebol é um verdadeiro ecossistema de engajamento. Entre camisas, memes, transmissões ao vivo e ativações digitais, existe um modelo poderoso de pertencimento e relacionamento que as empresas podem adotar para criar laços duradouros com seus públicos.
Torcedores: fiéis, mas exigentes
Um estudo da Emarsys revelou que fãs de futebol são, em média, 11% mais leais a marcas de varejo do que outros consumidores. Eles compram com mais frequência, permanecem por mais tempo e até toleram falhas — mas só quando percebem autenticidade e respeito aos seus valores.
Ou seja, não basta oferecer vantagens. Assim como no futebol, o vínculo exige identificação emocional. Como destacou Ariel Alexandre, fundador do Gotas, “o pertencimento vem antes da transação”. Primeiro, o consumidor precisa se sentir parte de algo. Só depois isso se transforma em engajamento, recompra e defesa espontânea da marca.
Da arquibancada ao app: a experiência omnichannel
A jornada do torcedor não começa e termina no estádio. Ela se estende pelas redes sociais, e-commerces, aplicativos oficiais e plataformas de streaming. Cada interação — uma selfie com a camisa, um meme compartilhado, uma compra online — reforça o sentimento de pertencimento.
Por isso, clubes e marcas investem em estratégias omnichannel: experiências integradas que acompanham o fã antes, durante e depois do jogo. No Mundial 2025, vimos lançamentos de produtos exclusivos nos dias de partidas, recompensas digitais e apps que conectam ingressos, conteúdo e compras em um só lugar.
Tudo isso transforma emoção em dados, e dados em experiências personalizadas, criando uma continuidade que faz o torcedor se sentir lembrado em cada detalhe.
Quando o fã vira protagonista
Outro destaque foi o FIFA Rewards, programa piloto da FIFA que transforma o consumo de conteúdo — vídeos, quizzes, notícias — em engajamento digital. O objetivo?
- Transformar visualizações em dados comportamentais;
- Converter interações online em engajamento mensurável;
- Criar narrativas que reforçam a identidade e o pertencimento.
A lealdade, como vimos, não é só dos campeões: é de quem persiste. Marcas que entendem isso conseguem criar comunidades ativas e não apenas consumidores ocasionais.
Um exemplo brasileiro
No Brasil, a Brahma lançou a campanha SAB – Sociedade Anônima Brahma. Agora, torcedores podem direcionar até 20% do valor gasto no app Zé Delivery para seus clubes do coração. E, para quem escolhe a Brahma 0.0%, o valor é dobrado. Uma ação simples, mas que conecta paixão, consumo e engajamento de forma contínua.
Case de Sucesso: SERCaxias e Loop+
Outro exemplo inspirador é o SERCaxias, um case de sucesso da Loop+ há mais de 3 anos. O clube utiliza as soluções da plataforma para fortalecer o vínculo entre clube e torcedores.
Com recursos digitais, o SERCaxias criou um ecossistema de engajamento oferecendo centenas de benefícios exclusivos que mantêm a torcida ativa e próxima, mesmo longe dos estádios.
Essa estratégia provou como a tecnologia pode transformar paixão em fidelidade e engajamento contínuo, servindo de modelo para outras marcas e clubes que desejam construir relacionamentos sólidos e duradouros com seu público.
A grande lição
O futebol mostra que lealdade se constrói com emoção, não apenas com benefícios. Programas de fidelidade que incorporam pertencimento, autenticidade e experiências relevantes têm mais chances de criar relacionamentos duradouros e valiosos.
Afinal, quem é fiel não apenas compra. Ele participa, defende, insiste.

